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Celina Leão anuncia tolerância zero a carroças com animais no DF após atraso de uma década

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Carroça abandonada e cavalo solto em rua de Brasília, representando tolerância zero a carroças com animais no DF.

A governadora em exercício do Distrito Federal, Celina Leão, anunciou na semana passada uma política de tolerância zero para o uso de animais em carroças nas vias urbanas, marcando uma nova fase na implementação da Lei Distrital nº 5.756/2016, aprovada há sete anos. Esse movimento surge em meio a críticas sobre o atraso na aplicação da legislação, que proíbe a circulação de veículos de tração animal. O anúncio, feito publicamente, reflete uma tentativa do governo do Distrito Federal de alinhar ações com normas de bem-estar animal, mas levanta questionamentos sobre a efetividade de leis que demoram tanto para sair do papel.

O contexto do anúncio

A declaração de Celina Leão ocorreu em janeiro de 2026, quase uma década após a aprovação da lei em 2016. A governadora em exercício enfatizou a necessidade de rigor na fiscalização para combater práticas obsoletas e cruéis. No entanto, o tom crítico se impõe ao considerar que o Distrito Federal, como capital do país, deveria liderar em políticas de proteção animal, e não arrastar implementações por anos a fio.

“Política de tolerância zero”

Essa frase, proferida por Celina Leão, resume a abordagem adotada, sinalizando multas e proibições imediatas para quem descumprir a norma nas vias urbanas do Distrito Federal.

Por que agora?

A motivação principal é implementar a Lei Distrital nº 5.756/2016, que visa eliminar o sofrimento de animais usados em carroças, promovendo alternativas mais humanas e modernas. Críticos apontam que o governo do Distrito Federal falhou em priorizar essa questão, permitindo que práticas arcaicas persistissem em pleno 2026. Essa demora reflete uma ineficiência administrativa que compromete a credibilidade das instituições públicas.

Implicações para a sociedade

A política de tolerância zero pode impactar catadores e trabalhadores que dependem de veículos de tração animal, exigindo do governo programas de transição e suporte. Enquanto isso, defensores dos animais celebram o avanço, mas questionam se o anúncio não é apenas retórica sem ações concretas. No Distrito Federal, essa medida testa a capacidade do governo de equilibrar bem-estar animal com justiça social, em um ano que promete reformas urgentes.

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