A roda-gigante instalada na Ponta Negra, em Manaus, travou na noite de sábado (22), apenas 48 horas após sua inauguração, causando pânico entre os visitantes que ficaram presos nas cabines. Testemunhas relataram que funcionários da empresa responsável tentaram manusear o equipamento sem equipamentos de proteção individual antes da chegada do Corpo de Bombeiros, que realizou o resgate. O prefeito David Almeida, em transmissão ao vivo nas redes sociais, sugeriu que a paralisação poderia ser resultado de uma sabotagem, afirmando que a equipe do ex-vereador Amauri Gomes esteve no local para cortar os fios de energia. A prefeitura emitiu uma nota repudiando veementemente o ato de vandalismo na caixa de energia elétrica que alimenta o equipamento, destacando que a ação representou risco à segurança da população e que a instalação opera dentro dos padrões legais, com laudos técnicos e termo de cessão de uso oneroso aprovado pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano.
Mais cedo no mesmo dia, Amauri Gomes, que recentemente deixou uma vaga temporária na Câmara Municipal de Manaus com o retorno da vereadora Professora Jacqueline, denunciou uma suposta ligação clandestina de energia abastecendo a roda-gigante. Ele afirmou que um engenheiro eletricista confirmou a irregularidade no local e que acionou a Guarda Municipal, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e Amazonas Energia. Segundo Gomes, ele passou a tarde na Ponta Negra aguardando as equipes quando o equipamento travou, reforçando sua denúncia e colocando em risco a vida das pessoas. O ex-vereador pediu à polícia imagens das câmeras para investigar se houve falha técnica ou sabotagem, e o caso foi registrado no 19º Distrito Integrado de Polícia.
A atração, que ficará instalada por até seis meses com voltas de cerca de dez minutos, tem ingressos a R$ 40 (inteira) e R$ 20 (meia), com valores acrescidos de taxas na compra online, embora haja bilheteria presencial sem custos adicionais. A prefeitura reiterou que o fornecimento de energia aos permissionários do complexo turístico é incluído na taxa de permissão e ocorre dentro da legalidade, em meio à polêmica que envolve acusações mútuas entre figuras políticas locais.