No Dia Nacional do Samba, um vídeo de Paolla Oliveira dançando “Água de Chuva No Mar” ao lado da coreógrafa Aline Maia viralizou nas redes sociais, acumulando mais de 30 milhões de visualizações em poucos dias. Ex-rainha de bateria da Grande Rio, Paolla Oliveira é uma figura conhecida, mas o destaque ficou para Aline Maia, de 35 anos, nascida e criada em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Aline começou a dançar aos oito anos em um projeto social e se inspirava em DVDs da Furacão 2000, com artistas como Tati Quebra Barraco e Valesca Popozuda. Sua vida mudou na adolescência ao se mudar para Curitiba por problemas familiares, onde encontrou refúgio nas danças urbanas em outro projeto social. Formada em Rádio e TV, ela uniu vídeo e dança, passando a dar aulas e criando conteúdo que misturava audiovisual com funk antigo, especialmente durante a pandemia, quando ofereceu aulas online para se sustentar.
A carreira de Aline Maia ganhou impulso com convites de artistas como IZA, Ludmilla, Lexa, Kevin O Chris e Dennis DJ, além de viagens para ensinar funk em 11 países e colaborações com Dua Lipa e Cardi B. Um marco foi o convite de Anitta para criar a coreografia e dirigir criativamente o clipe “Joga Pra Lua”, seguido de shows e apresentações. O encontro com Paolla Oliveira surgiu após Aline notar afinidades nas redes sociais, como discussões sobre autoestima, padrões de corpo e etarismo. Incentivada por seu assessor, enviou uma mensagem no Instagram convidando a atriz para gravar um vídeo de samba com a música de Beth Carvalho. Paolla aceitou imediatamente, e a coreografia, criada por Aline e Dandan Firmo em um dia, foi aprendida pela atriz em apenas uma hora durante o ensaio.
O vídeo não só destacou o talento de Aline Maia como coreógrafa e dançarina, mas também serviu para promover a cultura brasileira, com Aline enfatizando seu objetivo de mostrar a realidade e o respeito pela tradição. “Eu dizia pra Aline de 10 anos atrás: calma, vai dar certo”, refletiu ela sobre sua jornada, marcada por superação e emoção. O sucesso do dueto reforça como a dança pode conectar trajetórias diversas, apresentando ao público uma sambista poderosa do Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio.