Em pronunciamento nacional nesta quarta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva celebrou as conquistas do governo em 2023, descrevendo-o como um ano histórico em que o povo brasileiro saiu vitorioso apesar dos desafios. Ele enfatizou a saída do Brasil do Mapa da Fome, a retomada do Bolsa Família, o fortalecimento da agricultura familiar e a valorização do salário mínimo. Lula também destacou investimentos em geração de empregos e alimentação escolar, além do fim do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês, o que beneficiará milhões de famílias a partir de janeiro, aliviando contas e aquecendo a economia. Na saúde, mencionou o programa Agora Tem Especialistas, voltado para reduzir filas no SUS, e citou iniciativas como Pé-de-Meia, Gás do Povo, Luz do Povo, Minha Casa Minha Vida e o novo Reforma Casa Brasil. Outras realizações incluem a Transposição do Rio São Francisco, obras do Novo PAC e a nova Carteira Nacional de Habilitação, que deve ficar até 80% mais barata.
Economicamente, o presidente comemorou a menor taxa de desemprego da história, recordes em empregos com carteira assinada e na renda média dos trabalhadores, além da inflação acumulada mais baixa de todos os tempos. Esses avanços resultaram nos menores índices de pobreza e desigualdade, com dois milhões de pessoas deixando o Bolsa Família devido à melhoria de renda. Para 2026, Lula apontou desafios como o combate ao crime e à violência, elogiando operações da Polícia Federal que atingiram o “andar de cima” e prometendo continuidade. Ele se comprometeu a liderar um esforço nacional contra a violência às mulheres, convocando os homens a se aliarem nessa causa.
No âmbito internacional, Lula ressaltou o respeito reconquistado pelo Brasil, com nove milhões de turistas durante a COP30 em Belém do Pará, evento que consolidou o país como líder global em questões climáticas. Enfrentando o “tarifaço” contra o Brasil, o governo apostou na diplomacia e na proteção de empresas, abrindo mais de 500 novos mercados e evitando demissões. No encerramento, o presidente defendeu o fim da escala 6×1 sem redução de salário, combatendo privilégios para garantir direitos, e afirmou que o ano se encerra com o Brasil soberano e democrático.