A Polícia Civil do Distrito Federal deflagrou, na quarta-feira (28), uma operação contra um grupo suspeito de acessar ilegalmente os sistemas do Detran-DF para fraudar transferências de veículos. A ação resultou no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão em localidades como Planaltina (DF), Planaltina (GO), Valparaíso (GO) e Água Branca (PI). A investigação, que dura cerca de um ano, revelou um esquema que envolvia invasões a sistemas para realizar transações sem documentação adequada ou com papéis adulterados.
Origem da investigação
A apuração começou após um proprietário de veículo notar uma transferência irregular em seu nome. Isso levou a uma auditoria interna que identificou aproximadamente 300 transações suspeitas ligadas à matrícula de uma servidora do Detran-DF. O delegado Thiago Boeing, responsável pelo caso, destacou que os acessos eram feitos de forma externa, permitindo cadastros fraudulentos sem o conhecimento dos verdadeiros donos.
Detalhes do esquema fraudulento
O grupo, composto por três suspeitos, incluindo duas ex-despachantes, utilizava credenciais indevidas para invadir os sistemas do Detran-DF. Eles realizavam transferências de veículos de forma ilegal, evitando procedimentos regulares e utilizando documentos falsificados. Essa prática não apenas prejudicava proprietários legítimos, mas também comprometia a integridade dos registros oficiais de trânsito no Distrito Federal.
Ação policial e desdobramentos
Durante a operação, as equipes policiais realizaram buscas em residências e estabelecimentos nas regiões mencionadas. Os mandados visavam coletar evidências como dispositivos eletrônicos e documentos que comprovassem as fraudes. A Polícia Civil do DF continua as investigações para identificar possíveis envolvidos adicionais e quantificar o impacto total do esquema, que pode envolver centenas de veículos transferidos irregularmente.
Implicações e próximos passos
Essa operação reforça a importância de auditorias regulares em sistemas públicos para combater fraudes cibernéticas. Autoridades alertam que acessos ilegais a bancos de dados governamentais representam riscos significativos à segurança e à confiança pública. Com o avanço das apurações, espera-se que os suspeitos respondam por crimes como invasão de dispositivo informático e estelionato, contribuindo para maior transparência nos processos do Detran-DF em 2026.