Em uma cerimônia realizada nesta manhã de 23 de março de 2026, no Iate Clube de Brasília, a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb) entregou a Medalha Mérito a 100 homenageados, em celebração ao Dia Mundial da Água. No entanto, o evento, que reuniu empregados da Caesb, representantes de órgãos parceiros, o presidente Luis Antonio Reis e a vice-governadora Celina Leão, destaca um contraste alarmante com a realidade ambiental do Distrito Federal, onde mais de 50% das nascentes já foram perdidas, ameaçando o futuro hídrico da região.
Cerimônia de reconhecimento em meio a desafios ambientais
A solenidade, a mais alta honraria da companhia, visou reconhecer o compromisso com o saneamento ambiental, eficiência pública e gestão de recursos hídricos. Apesar dos esforços celebrados, a entrega das medalhas ocorre em um contexto de crescente preocupação com a escassez de água no Cerrado, onde a perda de nascentes compromete a sustentabilidade. O evento, às margens do Lago Paranoá, serve como lembrete sombrio de que ações passadas não foram suficientes para preservar esses recursos vitais.
Declarações que expõem a urgência da crise hídrica
O presidente da Caesb, Luis Antonio Reis, enfatizou os valores da companhia e agradeceu ao governador Ibaneis Rocha e à vice-governadora Celina Leão pelo apoio. Contudo, suas palavras ecoam em um cenário de ineficiências persistentes na gestão pública. A vice-governadora, por sua vez, destacou a necessidade de um legado na área, alertando para as consequências fatais da falta de água.
Ao entregarmos essas 100 medalhas, reafirmamos valores essenciais da Companhia, o trabalho sério e a busca permanente por qualidade. Quero agradecer ao governador Ibaneis Rocha pelo apoio e pela confiança no trabalho da Caesb, e a vice-governadora, Celina Leão, pela contribuição e pelo fortalecimento das políticas públicas do Distrito Federal, e pelo apoio que ela sempre tem dado para a Companhia.
Quero deixar um legado nessa área, porque nós já perdemos mais de 50% das nossas nascentes aqui, nós estamos no Cerrado. Se a gente não tiver água, não tem nada. O ser humano até vive sem energia, mas sem água ele não vive. Falar sobre água não é pauta nem de direita, nem de centro, nem de esquerda. Falar sobre água é pauta de gestores públicos que se comprometem com presente e com futuro.
Implicações para o futuro do Distrito Federal
Enquanto a Caesb celebra conquistas internas, a realidade externa revela falhas na preservação ambiental, com o Dia Mundial da Água servindo mais como um apelo desesperado por mudanças do que uma comemoração genuína. A participação de figuras como Celina Leão sublinha a politização do tema, mas questiona se o compromisso com o futuro será suficiente para reverter danos irreparáveis. No final, eventos como esse expõem a fragilidade das políticas hídricas, deixando o público com uma sensação de urgência não atendida.