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30% dos idosos do DF enfrentam insegurança alimentar

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Despensa com alimentos básicos escassos no Distrito Federal
Despensa com alimentos básicos escassos no Distrito Federal

A Câmara Legislativa do Distrito Federal lançou na terça-feira, 27 de maio de 2026, a revista “Insegurança Alimentar na Terceira Idade no Distrito Federal: Um Olhar sobre o Fenômeno e suas Implicações”, que expõe números preocupantes sobre a fome entre idosos. O evento, realizado no auditório da CLDF, reuniu representantes do Ministério Público, da Defensoria Pública, do Conselho de Direitos da Pessoa Idosa e entidades da sociedade civil. Os dados indicam que 30% dos idosos do DF enfrentam algum grau de insegurança alimentar, enquanto 12% vivem em situação grave, revelando falhas persistentes nas políticas de proteção social.

Dados expõem vulnerabilidade crescente

Durante o lançamento, os organizadores destacaram que a redução do poder de compra das aposentadorias é uma das principais causas do problema. A publicação será distribuída gratuitamente e disponibilizada para download, servindo como base para futuras ações. O deputado Chico Vigilante (PT) ressaltou a urgência de medidas concretas para reverter o quadro.

Essa revista é um instrumento fundamental para que possamos compreender melhor a realidade dos nossos idosos e, a partir disso, formular políticas públicas mais eficazes

deputado Chico Vigilante (PT)

Recomendações ignoradas ampliam crise

Apesar das recomendações apresentadas para ampliar programas de segurança alimentar, a ausência de ações efetivas até o momento agrava a insegurança entre a população idosa. Entidades participantes cobraram maior integração entre órgãos públicos para garantir acesso digno à alimentação. O diagnóstico reforça que, sem mudanças estruturais, o número de idosos em situação crítica tende a aumentar nos próximos meses.

Próximos passos dependem de vontade política

A Procuradoria Especial de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa (Pro 60+) e parceiros alertam que o documento deve orientar novas legislações, mas a demora em sua implementação já causa prejuízos diários. A sociedade civil cobra prazos e metas claras para transformar os dados em políticas que realmente protejam quem mais precisa.

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