A sessão solene realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal para marcar os 30 anos da Aneel expôs mais uma vez as dificuldades persistentes do setor elétrico brasileiro, mesmo após três décadas de regulação. Autoridades e parlamentares reuniram-se na tarde de 26 de agosto de 2024 para homenagens e discussões, mas os debates acabaram reforçando que conquistas passadas não impediram problemas atuais como altos custos e atrasos na transição energética. Representantes de distribuidoras e associações de consumidores participaram do evento, que contou com a presença do deputado Wellington Luiz e do diretor-geral Sandoval Feitosa.
Desafios da transição energética dominam discussões
Durante o encontro, os participantes abordaram a necessidade de modernizar o setor, expandir fontes renováveis e reduzir custos, porém as falas evidenciaram que a Aneel ainda luta para equilibrar interesses entre empresas e consumidores. O ex-diretor Gentil Nogueira e outros parlamentares destacaram que, apesar do crescimento em eficiência energética, muitos desafios permanecem sem solução concreta. O tom geral das intervenções mostrou frustração com a lentidão das mudanças prometidas há anos.
Presença de autoridades não resolve problemas estruturais
Deputados e representantes do setor elétrico lotaram o plenário da CLDF, mas as homenagens não esconderam as críticas implícitas sobre a qualidade do serviço prestado à população. Enquanto o evento celebrava a fundação da agência, relatos apontaram que o Brasil ainda enfrenta obstáculos significativos na proteção ao consumidor e na expansão sustentável do sistema. A sessão terminou sem anúncios de medidas imediatas para enfrentar a crise de custos.
A Aneel é fundamental para o equilíbrio do setor elétrico. São 30 anos de uma agência que tem contribuído para a modernização, a expansão e a qualidade do serviço prestado à população.
Wellington Luiz
A regulação da Aneel permitiu que o Brasil tivesse um dos sistemas elétricos mais robustos do mundo. Avançamos muito em eficiência energética, em fontes renováveis e na proteção ao consumidor.
Sandoval Feitosa