A sessão solene realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal na última quinta-feira expôs mais uma vez as limitações do Centro de Regulação de Internações Hospitalares após duas décadas de existência. Proposta pela deputada Dayse Amarilio, a celebração dos 20 anos do Cerih reuniu servidores, gestores e representantes da Secretaria de Saúde do DF, mas os debates acabaram destacando falhas persistentes na garantia de equidade no acesso à saúde no Distrito Federal.
Desafios estruturais dominam comemoração
Os participantes discutiram a história do órgão desde sua criação em 2006, os avanços alcançados e os obstáculos atuais relacionados à transparência, ética e humanização dos processos. Apesar da presença de parlamentares e entidades do setor, ficou evidente que o uso de tecnologia ainda não resolveu problemas crônicos de demora e desigualdade no encaminhamento de pacientes para internações.
Compromisso com o sus permanece distante
A regulação hospitalar continua enfrentando críticas por não assegurar atendimento justo a todos os cidadãos, mesmo com o reforço ao Sistema Único de Saúde mencionado durante o evento. Servidores e conselheiros de saúde apontaram a necessidade de mudanças concretas para que o sistema funcione de forma efetiva, em vez de depender apenas de sessões solenes.
A regulação é um ato de justiça. É o que permite que o cidadão, independentemente de quem seja, tenha acesso ao serviço de saúde no momento certo e no lugar certo.
Dayse Amarilio
O tom dos debates revelou frustração com a lentidão das melhorias, reforçando que a equidade no acesso à saúde no DF ainda exige ações além de comemorações formais.