A Polícia Civil cumpriu 11 dos 12 mandados de prisão contra um grupo de agiotas que atuava no Distrito Federal, Goiás e Tocantins. A operação realizada na quinta-feira, 10 de setembro de 2026, identificou dois núcleos que cobravam juros superiores a 20% ao mês e usavam ameaças de morte e perseguições diárias para forçar pagamentos, configurando extorsão.
Investigação revela prática de juros abusivos
A ação coordenada pela Corpatri prendeu 11 pessoas, incluindo Maria Luiza da Silva Araújo Lopes, que permanece foragida. As vítimas relatavam cobranças constantes e intimidatórias, o que levou o delegado Rogério Henrique R. Oliveira a destacar que emprestar dinheiro não é crime, mas a legislação permite no máximo 12% ao ano.
Detalhes da operação e depoimentos
Durante as investigações, as autoridades mapearam a atuação dos dois núcleos de agiotas brasileiros que expandiram suas atividades para Goiás e Tocantins. Um integrante do grupo afirmou que antigamente corria atrás do dinheiro, mas agora o dinheiro corre atrás dele graças a Deus.
A ação desta quinta-feira teve como alvo o grupo formado por brasileiros, que atuava no Distrito Federal, em Goiás e no Tocantins com empréstimos a juros abusivos e cobranças diárias.
Rogério Henrique R. Oliveira