Início Distrito Federal Defesa de creche fechada acusa promotor de conduta ilegal em investigação no DF
Distrito Federal

Defesa de creche fechada acusa promotor de conduta ilegal em investigação no DF

139

A defesa da creche Casa da Nanny, fechada por suspeitas de maus-tratos, emitiu uma nota criticando duramente o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) pela investigação de uma suposta escola clandestina mantida pelos donos, a Colibri Kids, na Asa Sul. Assinada pelos advogados Juliana Porcaro e Valter Xavier, a manifestação alega que o MPDFT divulgou informações “criminosas e enganosas”, afirmando erroneamente que a creche foi reaberta de forma irregular. Segundo o texto, a Colibri Kids opera desde 2022 e não é alvo de qualquer apuração. Os defensores apontam que a narrativa do promotor Leonardo Jubé carece de provas e contexto, com distorções graves propagadas na imprensa a partir de dados sigilosos vazados ilegalmente. Eles listam evidências de suposto abuso por parte do promotor, como a citação de inquérito sigiloso em entrevistas, expondo nomes de investigados; acusações públicas contra a Colibri Kids sem base; alegações de reabertura clandestina inexistente; menções a laudos de contaminação sem perícia de objetos; e referência a um processo criminal sigiloso que nem existe.

A nota da defesa compara o caso ao “erro histórico” do Escola Base, uma tragédia que destruiu vidas por acusações infundadas e julgamento midiático, e anuncia que tomará providências legais contra a violação de sigilo profissional pelo promotor Leonardo Jubé. Apesar das críticas, os advogados expressam confiança na Justiça e nas instituições, como o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) e o próprio MPDFT, qualificando as ações do promotor como posicionamentos isolados. Eles mencionam ainda que Jubé representou contra Juliana Porcaro em uma suposta tentativa de intimidação por ela ter falado a verdade. De acordo com a 4ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor (Prodecon), a creche no Sudoeste funcionava sem autorização da Secretaria de Educação, com registros de falta de higiene, riscos sanitários e estrutura inadequada, além de maus-tratos. Os donos foram denunciados por crimes contra as relações de consumo, submissão de crianças a constrangimento e associação criminosa, motivados por ganhos econômicos e omissão aos pais sobre as irregularidades. O MPDFT foi questionado sobre as acusações, mas não emitiu resposta até o momento.

A defesa enfatiza que os acusados tinham ciência das irregularidades, mas optaram por manter as atividades, o que agravou a denúncia do MPDFT. O caso destaca tensões entre o Ministério Público e defesas em investigações sensíveis envolvendo crianças, com potencial para debates sobre ética profissional e transparência institucional no Distrito Federal.

Conteúdo relacionado

TRE-DF divulga relatório zerésima e comprova que sistema não recebeu votos antes da abertura das urnas

O Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) divulgou na tarde de...

Michel Platini defende regulamentação da profissão de Intérprete de Libras

O candidato a deputado distrital Michel Platini (Psol) destacou, em entrevista ao...

Colégio Rogacionista conquista título inédito no voleibol dos Jogos Escolares Brasileiros 2026

O Colégio Rogacionista, do Distrito Federal, garantiu o título inédito da Divisão...

Manuela Andrade ganha apoio de taxistas com canal permanente de escuta na CLDF

O apoio à campanha de Manuela Andrade, candidata a deputada distrital no...