O candidato a deputado distrital Michel Platini (Psol) destacou, em entrevista ao Podcast do Correio, sua trajetória de mais de 20 anos na defesa dos direitos da população LGBTQIA+ e apresentou propostas voltadas à comunidade surda no Distrito Federal, com ênfase na regulamentação da profissão de Intérprete de Libras.
Atuação em direitos civis e humanos
Platini ressaltou sua participação em movimentos estudantis e conselhos de direitos humanos, motivada por experiências pessoais com pobreza e desigualdade. Ele afirmou que sempre esteve na linha de frente das principais lutas da comunidade. “Sempre estive na linha de frente. Posso dizer com segurança; todas as principais lutas que envolve a nossa comunidade, eu estava lá”, declarou o candidato.
Propostas para a comunidade surda
Entre as iniciativas defendidas por Platini está a regulamentação da profissão de Intérprete de Libras, que busca garantir melhores condições de trabalho e reconhecimento da língua de sinais. “O que garantiu uma série de direitos, alternância a cada vinte minutos, e outras questões que são importantes para o exercício da nossa profissão. Isso elevou a língua de sinais a outro patamar”, explicou. O candidato também mencionou ações como a entrada com habeas corpus para transferir mulheres trans para o presídio feminino e a apresentação de requerimento contra a raspagem de cabelo na ala masculina. “Entrei com habeas corpus para transferir mulheres trans para o presídio feminino e apresentei requerimento para impedir que raspassem o cabelo delas na ala masculina”, completou.
Com base em sua história familiar e ativismo, Platini reforçou o compromisso com a ampliação de direitos para grupos historicamente excluídos, posicionando suas propostas como resposta às desigualdades enfrentadas no Distrito Federal.