A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou na noite de segunda-feira, dia 26, uma sessão solene em homenagem à Comitiva dos Traiados, mas o evento expôs mais uma vez a dependência de iniciativas civis para suprir falhas do poder público no Distrito Federal.
Reconhecimento formal sem avanços concretos
O deputado Eduardo Pedrosa, do União, propôs a homenagem que reuniu autoridades locais, representantes de entidades sociais e admiradores da cultura sertaneja. Durante a sessão, discursos ressaltaram as ações do grupo, que há mais de 20 anos promove solidariedade no DF por meio de apresentações musicais e eventos culturais. Apesar do tom laudatório, a iniciativa não trouxe propostas de financiamento ou políticas públicas que ampliem o alcance dessas atividades.
Trabalho social mantido por décadas
A Comitiva dos Traiados continua a realizar suas ações de forma independente, levando música, dança e apoio a comunidades carentes. Membros do grupo destacam que a motivação permanece ligada ao afeto pelo próximo e à preservação da tradição sertaneja, sem esperar contrapartidas oficiais. O reconhecimento na CLDF, contudo, não altera o cenário de ausência de estrutura adequada para expandir esses projetos sociais.
Eles levam não só a cultura, a música, a dança, mas também o amor, a solidariedade e o apoio a quem mais precisa.
Eduardo Pedrosa
Não fazemos isso por reconhecimento, mas por amor ao próximo e pela vontade de manter viva a nossa cultura.
um dos fundadores do grupo