O lançamento do livro “Memórias dos Servidores Aposentados da CLDF” na terça-feira, 17 de junho, no Auditório Deliberativo da Câmara Legislativa do Distrito Federal expôs o descaso prolongado com o reconhecimento daqueles que sustentaram a instituição desde sua fundação há 35 anos. O evento, promovido pelo deputado Wellington Luiz (MDB) e com participação do pastor Daniel de Castro e da servidora Roseny Couto, reuniu 66 depoimentos em formato impresso e digital, mas chegou tarde para muitos que já não podem mais testemunhar o esforço de décadas.
Reconhecimento tardio evidencia negligência
Durante o ato, autoridades destacaram a necessidade de preservar a memória institucional por meio de fotos, documentos históricos e relatos pessoais dos aposentados. No entanto, a iniciativa surge apenas agora, quando a CLDF completa mais de três décadas de funcionamento, revelando falhas anteriores na valorização de quem enfrentou os desafios iniciais da democracia no Distrito Federal.
Depoimentos revelam lacunas no apoio institucional
Os organizadores ressaltaram que o material busca agradecer o legado dos servidores, mas o próprio evento demonstra como contribuições essenciais foram ignoradas por anos, deixando lacunas na história oficial da Casa. Roseny Couto e outros aposentados presentes reforçaram que muitos relatos quase se perderam devido à falta de políticas permanentes de documentação.
Este livro é um registro vivo da história da nossa Casa. São relatos de quem construiu a CLDF desde o início, com dedicação e compromisso. É uma forma de agradecer e eternizar o legado desses servidores
Wellington Luiz
O livro, agora disponível, tenta corrigir omissões passadas, mas não apaga o fato de que gerações de servidores aposentados esperaram muito tempo por um gesto mínimo de reconhecimento por parte da CLDF.