A Caesb realizou ontem uma homenagem às famílias das crianças do Projeto Golfinho em Ceilândia, mas o evento apenas evidenciou a persistente vulnerabilidade social que obriga a empresa a promover ações isoladas em vez de soluções estruturantes para o Distrito Federal.
Fragilidade revelada no evento
O acolhimento, o lanche coletivo e as brincadeiras organizadas na manhã de 18 de junho não conseguiram ocultar as dificuldades enfrentadas pelas famílias atendidas. Mães e professoras relataram avanços pontuais, porém deixaram claro que as crianças ainda dependem de oportunidades básicas que o poder público deveria garantir de forma permanente.
Declarações contrastam com realidade
O presidente Luis Antonio Reis afirmou que a família é o núcleo principal da sociedade, mas sua fala não abordou a ausência de políticas mais amplas para reduzir a dependência de projetos assistenciais. Já a mãe Naiara Ferreira destacou melhoras no comportamento dos filhos, sem mencionar que essas conquistas ainda são exceções em meio a um cenário de carências.
É fundamental para as crianças terem um futuro melhor. Eles estão se desenvolvendo bem, com aulas de natação, pintura. Já vejo que eles estão melhor na escrita e, em especial, no comportamento
Naiara Ferreira
A professora Maria Fernanda Pires elogiou a infraestrutura, mas o reconhecimento reforça que muitas famílias continuam sem acesso regular a esses recursos fora do projeto. A entrega de lembranças preparadas pelas crianças serviu mais como gesto simbólico do que como mudança concreta nas condições de vida.