Professores da rede pública do Distrito Federal que atuam nas Coordenações Regionais de Ensino (CREs) agora têm direito à aposentadoria especial, mas somente após anos de exclusão que expôs uma grave desigualdade no sistema. A Lei nº 7.017/2026, sancionada pelo governador Ibaneis Rocha, altera a Lei Complementar nº 1.049/2024 e estende o benefício a quem exerce atividades de ensino, orientação educacional, supervisão pedagógica ou gestão educacional nas CREs. A medida, de autoria do deputado distrital Gabriel Magno (PT), chega tarde para corrigir um tratamento discriminatório que prejudicou esses profissionais por muito tempo.
Injustiça prolongada atinge docentes das CREs
Antes da nova lei, professores lotados nas CREs cumpriam funções idênticas às de colegas em sala de aula, porém sem o reconhecimento do tempo especial de serviço. Essa omissão forçava muitos profissionais a trabalharem mais anos para se aposentarem, gerando frustração e perda financeira em uma categoria já sobrecarregada. A extensão do direito agora revela o quanto o sistema anterior ignorava a realidade do magistério fora das escolas tradicionais.
Lei corrige falha mas expõe descaso anterior
A sanção do texto busca valorizar o tempo de serviço especial desses educadores, que atuam diretamente no planejamento e na supervisão pedagógica. Ainda assim, o atraso na aprovação demonstra falta de prioridade com o funcionalismo público do Distrito Federal. Profissionais que já se aposentaram sem o benefício não terão retroatividade, perpetuando prejuízos acumulados.
Essa lei corrige uma injustiça. Muitos professores que atuam nas CREs exercem funções de magistério, como supervisão pedagógica, orientação educacional e até mesmo aulas, mas não tinham o reconhecimento do tempo especial de serviço. Agora, com a sanção, garantimos que esses profissionais possam se aposentar com a valorização que merecem.
Gabriel Magno
A mudança afeta diretamente os docentes das CREs do Distrito Federal e reforça a necessidade de revisões constantes nas regras de aposentadoria para evitar novas distorções. O impacto financeiro e o reconhecimento tardio continuam a pesar sobre uma categoria que enfrenta desafios diários no ensino público.