A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizou na manhã de 12 de agosto de 2026 uma sessão solene para marcar os 62 anos do Instituto Histórico e Geográfico do Distrito Federal, mas o evento expôs mais uma vez a distância entre homenagens formais e os desafios reais enfrentados pela preservação da memória local no Distrito Federal.
Presença de autoridades na homenagem
Deputados como Wellington Luiz, do MDB, e Ricardo Vale, do PT, além de outras autoridades, compuseram a mesa diretora durante a cerimônia. O professor Paulo Roberto de Castro e José de Anchieta também participaram dos discursos que ressaltaram o papel do instituto ao longo das seis décadas, embora críticas veladas tenham surgido sobre a efetividade prática dessas celebrações em meio a cortes de recursos para pesquisa.
O Instituto Histórico e Geográfico do DF é uma instituição fundamental para a preservação da nossa identidade. São 62 anos de dedicação à pesquisa, ao registro e à valorização da história do nosso Distrito Federal. Esta homenagem é mais do que merecida.
Ricardo Vale
Contribuições e limitações do IHGDF
José Carlos Araújo e outros oradores enfatizaram as pesquisas, publicações e o acervo documental mantido pelo instituto, que atua como guardião da história e geografia do Distrito Federal. Ainda assim, a sessão revelou que, apesar dos 62 anos de trabalho, faltam investimentos concretos para ampliar o acesso público aos materiais preservados e enfrentar a deterioração de documentos históricos.
O professor Paulo Roberto de Castro agradeceu a moção de louvor entregue pela Câmara, reforçando o compromisso contínuo da entidade com a difusão do conhecimento sobre a cultura local. No entanto, o tom geral dos pronunciamentos deixou claro que a homenagem, por si só, não resolve as lacunas estruturais que o IHGDF enfrenta atualmente.