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Cidades brasileiras que transformam a terra em símbolo de prosperidade

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De norte a sul do Brasil, diversas cidades se destacam pela produção de alimentos que não apenas definem sua identidade cultural, mas também impulsionam a economia local e geram empregos. Em Alfredo Chaves, no Espírito Santo, o distrito de Urânia é conhecido como o reino do inhame, onde 600 famílias produzem cerca de 50 mil toneladas por ano. O agricultor Jandir Gratieri, intitulado “Rei do Inhame”, conquistou o reconhecimento ao apresentar uma planta de 33 kg e 205 gramas em um congresso nacional. O inhame é versátil na culinária local, aparecendo em pratos como a “inhamada”, um ensopado com carne seca, além de pudins, sucos e sorvetes. Já em Petrolina, Pernambuco, a irrigação do Rio São Francisco transformou a região na terra da uva, produzindo sucos, vinhos e até cachaça, com produtores como Izanete Tedesco destacando o equilíbrio de sabores. Em Presidente Dutra, na Bahia, a pinha, ou fruta-do-conde, rende o título de capital mundial da fruta, com mais de 32 mil toneladas anuais e dois mil empregos diretos, graças à polinização artificial realizada por mulheres chamadas “abelhinhas”, como Nilze Miranda, que veem no trabalho uma forma de terapia e renda.

Em Juazeiro, também na Bahia, a manga é referência nacional, com produção liderada por descendentes de japoneses como Mário Otsuka, que gerencia 350 hectares e exporta para vários continentes, movimentando cerca de 60 mil empregos na região. Atibaia, em São Paulo, consolidou-se como a capital nacional do morango, empregando centenas com técnicas de controle biológico, como relata o produtor Rafael Mazieiro, e tornando a fruta um atrativo turístico em festas e receitas, incluindo pastéis. Valinhos, no mesmo estado, orgulha-se do figo roxo, cultivado quase artesanalmente para sustentar famílias há gerações, com produtores como Orlando Arruda atribuindo sua prosperidade à fruta rica em fibras e minerais. Por fim, Santa Maria de Jetibá, no Espírito Santo, lidera a produção de gengibre orgânico, beneficiado pelo clima montanhoso e exportado internacionalmente, com propriedades anti-inflamatórias e antioxidantes destacadas por pesquisadores da USP, garantindo renda contínua para a comunidade. Essas produções regionais não só preservam tradições, mas fortalecem economias locais de forma sustentável.

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