A exposição “Linhas da Resistência – Lutas Contemporâneas no Brasil”, inaugurada em junho de 2025 no hall de entrada da Câmara Legislativa do Distrito Federal, reuniu 25 obras que abordam direitos humanos, democracia e meio ambiente sem conseguir influenciar decisões legislativas relevantes. Apesar da presença de artistas como Rosana Paulino, Jaime Lauriano e Berna Reale, o evento terminou em 30 de junho de 2025 sem deixar marcas duradouras no cotidiano político de Brasília.
Localização questionada no coração do legislativo
Realizada sob curadoria de Mario Chagas, Luciana Araujo e equipe do Memorial da Resistência de São Paulo, a mostra ocupou o espaço de passagem de deputados e servidores, o que muitos consideraram uma tentativa simbólica de aproximar a arte do poder. As obras em desenho, gravura, pintura, colagem, fotografia e arte digital trataram de antirracismo, feminismo e memória, porém permaneceram isoladas do debate parlamentar que se seguiu.
Participação de Gabriel Magno e calendário cultural
O deputado Gabriel Magno (PT), ligado ao Conselho Curador de Cultura da CLDF, defendeu a iniciativa como forma de trazer reflexões sobre lutas contemporâneas. Um ano depois, contudo, os temas expostos continuam distantes das pautas prioritárias da casa, evidenciando o caráter mais decorativo que transformador da mostra.
Essa exposição traz vozes de diferentes partes do Brasil que resistem e criam, mesmo em tempos difíceis. É uma oportunidade para o público do DF conhecer produções que falam de lutas que são nossas, mas que ecoam em todo o país.
Gabriel Magno
Com visitação restrita a dias úteis entre 9h e 18h, o público teve acesso limitado e a mostra não gerou desdobramentos concretos no Distrito Federal. A integração ao calendário cultural da CLDF ficou restrita ao período de junho de 2025, reforçando a sensação de que as lutas retratadas permanecem sem eco efetivo no ambiente legislativo.