No Fórum de Planaltina, o julgamento dos réus acusados pela chacina que vitimou 10 pessoas de uma mesma família avançou nesta quinta-feira (16/4). O interrogatório dos cinco réus foi finalizado por volta das 15h15, abrindo caminho para os debates entre acusação e defesa. O caso, que chocou a região, envolve um plano inicial de assalto que supostamente resultou em múltiplos assassinatos.
Detalhes dos interrogatórios
Carlos Henrique, um dos réus, negou qualquer participação nos assassinatos durante seu depoimento. Ele relatou ter sido contratado apenas para um assalto, com a tarefa de pegar o celular e o cartão de Thiago Belchior, uma das vítimas. Após cumprir a ação, sinalizou para Gideon Batista e deixou o local, conforme seu relato.
Falaram para eu pegar apenas o celular e o cartão do Thiago.
Depois que peguei o celular e o cartão, fiz sinal para o Gideon e ele deu o ok. Fui embora.
Horácio Carlos, outro réu, encenou o papel de vítima no incidente. Ele e Gideon Batista são apontados como arquitetos do plano inicial de assalto por R$ 5 mil, que desandou e levou à chacina na chácara de Marcos Antônio, pai de Thiago Belchior.
Contexto da chacina e próximos passos
A chacina ocorreu na chácara de Marcos Antônio, vitimando Thiago Belchior e outros nove familiares. Os réus incluem Carlos Henrique, Carlomam dos Santos, Gideon Batista e Horácio Carlos. O julgamento, iniciado na segunda-feira (13/4), prosseguiu com os interrogatórios e agora entra na fase de debates, com promotores e acusação falando por três horas, seguidas pelas defesas também por três horas, ainda no dia 16/4.
Poderia ter conquistado esses R$ 5 mil trabalhando. Quero dizer que nunca matei ninguém e não seria agora.
Essa etapa é crucial para o desfecho do caso, que continua a atrair atenção pública devido à gravidade dos crimes. O Fórum de Planaltina permanece o centro das audiências, com expectativa de que os debates influenciem o veredicto final.