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Fibromialgia: lei de 2017 no DF continua ignorada e sem atendimento

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Presidente da Anfibro, Márcia Caires. (Foto: Felipe Ando / Agência CLDF)
Presidente da Anfibro, Márcia Caires. (Foto: Felipe Ando / Agência CLDF)

A sessão solene realizada na Câmara Legislativa do Distrito Federal expôs as falhas persistentes no atendimento a pacientes com fibromialgia, que continuam sem acesso efetivo a tratamentos e direitos garantidos por lei. Durante o evento na terça-feira (27), relatos de sofrimento e negligência marcaram as falas de ativistas e familiares, reforçando que a Lei Distrital 6.097/2017 permanece sem aplicação prática. A iniciativa do deputado João Cardoso buscou visibilidade, mas evidenciou a ausência de estrutura pública para uma doença que destrói qualidade de vida.

Relatos revelam negligência e atrasos no diagnóstico

Pacientes e ativistas denunciaram a falta de ambulatórios especializados e a demora média de sete anos para obter diagnóstico correto. Roseni Machado destacou o despreparo do sistema de saúde, que ignora as necessidades reais de quem convive com dor crônica e sintomas invisíveis. A ausência de médicos capacitados agrava o quadro, deixando muitos sem suporte adequado enquanto a doença progride.

Há lei, mas não há proteção. Não temos um ambulatório específico, não temos médicos capacitados. Eu mesma já fui chamada de louca, de mentirosa.

Roseni Machado

Lei distrital sem efeito prático cobra ações do governo

Apesar da legislação vigente, não existe centro de referência nem tratamento multidisciplinar garantido no Distrito Federal. Andréa Duarte alertou para o impacto devastador da fibromialgia, que vai além da dor física e destrói rotinas inteiras por falta de políticas públicas efetivas. O deputado João Cardoso prometeu continuar a cobrança, mas o quadro atual mostra descaso contínuo do Executivo.

A fibromialgia não é só dor. É uma doença invisível que destrói a vida das pessoas. Precisamos de políticas públicas reais, não só de uma data no calendário.

Roseni Machado

Os participantes exigiram capacitação profissional e medicamentos acessíveis para reverter o abandono atual. Sem mudanças concretas, a data de conscientização serve apenas como lembrete de promessas não cumpridas.

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