A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou nesta terça-feira o projeto que institui a Tabela SUS Candanga, determinando um reajuste médio de 37% nos valores pagos pelo GDF a hospitais, laboratórios e clínicas conveniados ao SUS, medida que eleva imediatamente os custos para os cofres públicos em um momento de aperto fiscal.
Aumento de custos pressiona orçamento local
O reajuste aprovado de forma unânime em dois turnos agora segue para sanção do governador Ibaneis Rocha e deve onerar ainda mais as contas do Distrito Federal, já comprometidas com outras demandas da saúde pública. Profissionais e prestadores de serviços alegam que a correção era necessária após anos de defasagem, porém o impacto financeiro recai diretamente sobre o contribuinte sem garantias claras de melhoria no atendimento.
Declarações destacam vitória da categoria
Deputados como Roosevelt Vilela, autor da proposta, Dayse Amarilio e Jorge Vianna defenderam a iniciativa como forma de valorizar quem atua na linha de frente, embora críticos apontem que o aumento tardio não resolve problemas estruturais do sistema. A medida beneficia diretamente médicos, enfermeiros e estabelecimentos conveniados, mas deixa em aberto como o governo vai absorver o custo extra sem cortes em outras áreas.
Essa é uma vitória da categoria. Vamos valorizar quem está na linha de frente do SUS
Dayse Amarilio
Apesar da aprovação, o reajuste de 37% evidencia distorções acumuladas ao longo do tempo e reforça a dependência de correções pontuais em vez de uma política de financiamento sustentável para o SUS no Distrito Federal.