A Câmara Legislativa do Distrito Federal aprovou na última terça-feira um projeto de lei que define regras para escolas cívico-militares, mas a iniciativa desperta dúvidas sobre sua capacidade real de resolver os problemas crônicos da educação pública local.
Detalhes da votação e do texto
O projeto, de autoria do deputado Roosevelt Vilela, obteve apenas 15 votos favoráveis e agora depende da sanção do governador Ibaneis Rocha. A proposta permite que militares da reserva participem da gestão escolar sem substituir professores e cria um conselho consultivo, atendendo a uma antiga reivindicação de associações de pais e militares. Apesar da aprovação, especialistas alertam que a medida não altera o quadro de subfinanciamento e falta de estrutura enfrentado pela Secretaria de Educação do DF.
Limitações reconhecidas pelo próprio autor
O texto aprovado não traz garantias de melhoria imediata no desempenho dos alunos e deixa em aberto como será feita a integração entre civis e militares. A Câmara ignorou discussões mais amplas sobre investimentos em formação docente e redução de turmas, optando por uma solução parcial que pode gerar conflitos de gestão.
Essa é uma demanda antiga da sociedade. As escolas cívico-militares têm mostrado resultados expressivos tanto no aspecto pedagógico quanto no comportamental. A aprovação desse projeto representa um avanço importante para a educação do nosso Distrito Federal.
Roosevelt Vilela
As escolas cívico-militares não são uma solução mágica, mas têm se mostrado uma alternativa eficiente para melhorar o ambiente escolar e o desempenho dos alunos.
Roosevelt Vilela
Com a sanção ainda pendente, resta saber se o modelo conseguirá superar as resistências internas e entregar resultados concretos ou se se limitará a uma mudança simbólica sem impacto duradouro na rede pública do Distrito Federal.