Um homem com deficiência visual foi atropelado por um motorista que fugiu sem prestar socorro enquanto atravessava a rua com seu cão-guia na noite de domingo, 12 de julho de 2026, por volta das 19h30, na Rua das Paineiras, em Águas Claras, no Distrito Federal. Victor Uchoa de Moraes, de 45 anos, sofreu fratura no tornozelo esquerdo e machucou o braço ao ser atingido por um automóvel ao subir a calçada. O condutor não identificado abandonou o local, e um vizinho auxiliou a vítima a retornar para casa. O Corpo de Bombeiros foi acionado para atender o caso.
O atropelamento e as lesões sofridas
Victor Uchoa atravessava a via acompanhado pelo cão-guia Lorde quando o veículo o atingiu. O impacto lançou a vítima para frente, resultando em lesões que exigiram atendimento médico. O cão não sofreu ferimentos, mas o episódio poderia ter tido consequências mais graves. A vítima registrou queixa na delegacia após o ocorrido.
Socorro prestado e registro policial
Um vizinho que reside no mesmo prédio atravessou a rua para prestar socorro e ajudou Victor a voltar para casa. Posteriormente, a vítima compareceu à delegacia para formalizar o boletim de ocorrência sobre o atropelamento com fuga. As autoridades iniciaram as investigações para identificar o responsável.
Indignação da vítima e apelo por mudanças
Victor Uchoa expressou revolta com a conduta do motorista e defendeu maior conscientização e investimentos em tecnologia para identificar infratores. Ele destacou que o relato pode contribuir para responsabilizar quem comete esse tipo de crime.
O Lorde já tinha subido a calçada e eu já estava com uma das pernas para subir. Eu senti o choque de um carro, que acabou me jogando para frente. Consegui amparar com um antebraço e acabei machucando o braço e tive uma fratura no meu tornozelo esquerdo
Victor Uchoa
Graças a Deus, um vizinho que reside no mesmo prédio atravessou a rua, me prestou socorro e conseguiu me auxiliar a retornar para casa. Depois fui até a delegacia e prestei queixa sobre esse acidente
Victor Uchoa
Fica a minha indignação. Porque apesar de ter me visto na situação em que eu estava, ele não parou para prestar o devido socorro. Graças a Deus não aconteceu nada com o meu cão, mas poderia ter sido muito mais grave
Victor Uchoa
Espero que meu relato possa contribuir para que as pessoas se conscientizem e para que as autoridades possam investir em tecnologia e práticas que permitam identificar e responsabilizar quem comete esse tipo de crime da forma correta
Victor Uchoa