A Justiça de Goiás determinou a redução da escolta de segurança do ex-governador Ronaldo Caiado e de seus familiares, limitando o efetivo a no máximo quatro policiais militares. A medida substitui o esquema anterior que mobilizava 51 agentes e gerava despesas mensais próximas a um milhão de reais. A decisão foi proferida pelo juiz Vinícius Caldas da Gama e Abreu e estabelece multa diária de dez mil reais em caso de descumprimento, com teto de trezentos mil reais.
Detalhes da decisão judicial
O magistrado determinou que a Casa Militar ajuste o efetivo em até cinco dias e apresente lista nominal dos policiais que permanecerão na proteção. Fica expressamente proibida a manutenção de equipes paralelas ou exclusivas para familiares do ex-governador. O Governo de Goiás também deverá encaminhar relatório detalhado de todas as despesas realizadas desde primeiro de abril de 2026, incluindo diárias, passagens, hospedagens, combustíveis, veículos e aeronaves.
A execução da determinação cabe à Casa Militar e ao Governo estadual. O ex-secretário Daniel Vilela é citado na decisão como responsável pela autorização do esquema anterior de segurança.
Impacto nos gastos públicos
A redução do efetivo busca adequar a proteção aos limites legais e diminuir o impacto sobre o orçamento do Estado. Com a nova limitação, o gasto mensal com a escolta deve cair significativamente em relação aos valores praticados até junho de 2026. As autoridades deverão comprovar o cumprimento da ordem para evitar a aplicação das multas previstas.